Gorduras: como ler rótulos de alimentos e não cair em armadilhas

Para seguir uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os alimentos no Brasil devem ser fabricados e comercializados com as informações de composição, nutrição e origem. Do ponto de vista nutricional, ler rótulos de alimentos tem sido uma diferença para quem está focado em alcançar resultados e busca se informar cada vez mais para conseguir o que quer.

Se você está com uma dieta com baixa quantidade de gordura ou quer eliminar as gorduras ruins da sua alimentação, este texto vai ensinar a identificar os “disfarces” nas denominações do que não deve manter na sua dieta, mas que muitas vezes passam despercebidas ao ler rótulos de alimentos.

A rotulagem ajuda a mostrar a quantidade de carboidrato, sódio, gordura e proteína do alimento. Hoje, o que realmente interessa da tabela nutricional é de fato a quantidade de carboidrato, sódio e gordura. A importância de observar a quantidade proteína é relativa, já que, muitas vezes, os alimentos que estão na base da nossa alimentação diária são compostos prioritariamente da proteína simples (derivados de leite e a propriamente a carne).

A informação que vamos dar ênfase hoje, que é de muita relevância para a dieta e  deve ser sempre observada ao ler rótulos de alimentos, é o tipo de gordura que contém. Lembrando que os tipos de gordura são:

–  Saturada
– Transaturada
– Poliinsaturada
– Monoinsaturada

A legislação só exige que seja especificada a quantidade de gordura total, saturada e transaturada (ou gordura trans). Estas são gorduras ruins e prejudiciais para a saúde encontradas em larga escala nos alimentos processados. Por isso, quase sempre ficam de fora nos rótulos dos alimentos as gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas, consideradas as gorduras boas. Para você entender melhor como é fácil cair em pedaginhas, vamos ao exemplo das informações nutricionais de um determinada alimento:

Gorduras Totais: 9g/ Gorduras Saturadas: 4,5g/ Gordura Transaturadas: 0g. 

Pelos cálculos, 4,5g ficaram para trás, sem especificação. Teoricamente, entende-se que estes 4,5g são de gordura boa (poli ou monoinsaturada).

Uma armadilha para você não cair ao ler rótulos de alimentos

Outra confusão na hora de ler rótulos de alimentos vem no sentido contrário, dessa vez com a gordura ruim e é com isso que você precisa ter bastante atenção. O que está informando ‘0g trans’  pode (sim!) conter gordura trans. Isso ocorre porque a gordura trans tem vários sinônimos dentro da legislação e pode acabar sendo mascarada. Para você não cair nessa armadilha, é indicado olhar os ingredientes.

Memorize estes nomes e saiba também identificar a gordura trans como:

– Óleo vegetal
– Gordura vegetal
– Gordura vegetal hidrogenada

A margarina, por exemplo, é pura gordura trans. Porém, na denominação da tabela nutricional de algumas marcas, a gordura trans está identificada com 0g, mas nos ingredientes informados ela pode estar denominada como óleo vegetal. Portanto, isso é um ponto importante observar, principalmente se o seu foco for zero ou pouca gordura e, claro, saúde.

Vale ressaltar que a gordura trans está como uma das principais vias para levar ao infarto quando o assunto é alimentação.  Por isso, ainda que o rótulo esteja indicando 0g de gordura trans, observe estas três denominação citadas acima e fuja deste tipo de alimento.

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